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Representantes de setor siderúrgico reúnem-se com Guedes e pedem competitividade

Representantes do setor de aço brasileiro almoçaram com o ministro da Economia, Paulo Guedes, e alguns secretários econômicos nesta 3ª feira (29.jan.2019). A reunião teve, entre outras pautas, o objetivo de apresentar o direcionamento estratégico da siderurgia brasileira para 2019.

O presidente-executivo do Instituto Aço Brasil, Marco Polo de Mello Lopes, disse que o setor não quer protecionismo. Para ele, porém, é necessária “a possibilidade de competir em igualdade com o [produto] importado”.

Mello Lopes afirmou que os outros países estão se fechando comercialmente neste segmento, e que somente a América Latina se mantém aberta. “Não temos nada contra a abertura, desde que antes sejam corrigidas as anomalias competitivas”, disse.

Eis as “anomalias” citadas pelo setor:

  • cumulatividade de impostos;
  • juros elevados;
  • custo elevado de energia e gás;

No último dia 16, a UE (União Europeia) aprovou a renovação das barreiras alfandegárias à importação de aço e derivados. A medida afeta diretamente as exportações brasileiras, já que, dos 28 produtos siderúrgicos da lista, 7 são exportados pelo Brasil. Em vigor desde julho de 2008, o pacote será válido por mais 2 anos e meio –até julho de 2021.

A partir de 2 de fevereiro, as importações do de aço da UE passarão por sobretaxas de 25% para volumes que ultrapassem as cotas estabelecidas. A medida é uma reação à criação de taxas sobre importação de aço e alumínio pelo governo norte-americano em março do ano passado.

Em agosto de 2018, a salvaguarda já havia sido adotada pela UE, provisoriamente, com duração de 200 dias.

Para o Instituto Aço Brasil, a medida adotada agrava a situação do mercado internacional, ao reduzir o potencial exportador da indústria brasileira do aço.

Segundo os dados, a exportação dos 7 produtos sujeitos à cota da União Europeia somou US$ 438 milhões em 2018, o equivalente a 4,9% do total das vendas de aço ao exterior –US$ 8,9 bilhões em 2018.

Ao se referir à frase dita por Paulo Guedes em sua posse –“Eu abro e falo para o brasileiro: corre que o chinês vai te pegar”–, o presidente do Instituto Aço destacou que a 1ª estratégia seria não permitir nenhum rebaixamento do imposto de exportação no setor, que atualmente é de 12%.

De acordo com ele, o produto brasileiro sofre com perda de competitividade em torno de US$ 80 por tonelada na exportação.

“Eu corrijo o custo Brasil e depois abro a economia. Não posso abrir sem corrigir”, afirmou. Outro destaque de Mello Lopes é que o setor de aço apoiará integralmente a reforma da Previdência.

Fonte: Poder 360

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